“Nuestro objetivo final es nada menos que lograr la integración del cine latinoamericano. Así de simple, y así de desmesurado”.
Gabriel García Márquez
Presidente (1927-2014)

CRITICA
  • 7 Prisioneiros, la crueldad de la explotación del ser humano
    Por Bruno Botelho (Texto disponible en español y kportugués)

    El director Alexandre Moratto se estrenó en la dirección de largometraje con Sócrates (2018), drama aclamado por la crítica, que seguía la fuerte historia de un adolescente negro. En su segundo trabajo en la dirección, “7 prisioneiros”, Moratto continúa profundizando en temas sociales complejos y urgentes. Este nuevo filme brasileño de Netflix” aborda las temáticas de la explotación y el trabajo, llevados  a un grado que los Iguala la esclavitud.
     
    Debido a esta temática, la narrativa resulta incómoda y evita lo lugares comunes al conseguir transmitir al público las complejidades sobre el tema, sin caer en el maniqueísmo barato y con una visión incisiva sobre esas cuestiones sociales. Para ello, Moratto muestra como los individuos sometidos a este régimen van siendo esclavizados, al quedarse sin opciones y escapatoria, pues se ven atrapados en la madeja de tener que pagar sus adeudos. Ofrece así, en lo fundamental una mirada crítica al sistema capitalista, mostrando como el personaje de Luca forma parte de un mecanismo todavía mayor y más poderoso que el mismo. “7 Prisioneiros” se enfoca justamente en el colapso mental que se produce en los personajes adolescentes, cuando descubren que son solo una propiedad, una parte de un engranaje de mercado.

    Exponiendo la crueldad del tema, Rodrigo Santoro resulta aterrador como Luca, el intermediario de toda una cadena de explotación humana, en la que se destaca por su relación de opresión con sus subordinados. Muchas veces el filme cae en el esquema de la dualidad del chico y el villano, pero acierta cuando profundiza en todos los dilemas de los personajes.

    “7 Prisioneiros” consigue de manera aterradora abrir la discusión sobre la esclavitud en la sociedad actual, además de provocar reflexiones inquietantes en el público sobre nuestras propias actitudes dentro de una cultura consumista; al mismo tiempo que conmina a cambiar actitudes para dejar de ser parte de ese esquema de explotación humana –hasta que un día  deje finalmente de existir.
     
    El filme resulta difícil y chocante, al empujar al espectador al abismo de la explotación humana y del trabajo análogo a la esclavitud. Exactamente por esto, el filme resulta más actual y necesario que nunca, pues ofrece discusiones sociales urgentes y denuncias sobre el sistema capitalista, que son capaces hacernos reflexionar sobre nuestro papel dentro de esa cadena depredadora, presente en la sociedad contemporánea.

    * Texto editado y traducido por Fidel Jesús Quirós
    7 Prisioneiros Crueldade da exploração humanaû
    By Bruno Botelho (Texto disponible en español y kportugués)

    O diretor Alexandre Moratto estreou na direção de longa-metragem em Sócrates (2018), drama aclamado pela crítica que acompanha a história densa de um adolescente negro precisando lidar com a pobreza, a morte de sua mãe e o preconceito por ser homossexual. Em seu segundo trabalho na direção, Moratto continua se aprofundando em questões sociais complexas e urgentes, abordando as temáticas de exploração e do trabalho análogo à escravidão em 7 Prisioneiros, novo filme brasileiro da Netflix. 

    Em 7 Prisioneiros, o jovem Mateus (Christian Malheiros) aceita trabalhar em um ferro-velho em São Paulo com o novo chefe Luca (Rodrigo Santoro) para ganha uma oportunidade de dar uma vida melhor à família. Porém, ele acaba entrando no perigoso mundo da escravidão contemporânea com diversos outros garotos, sendo forçado a decidir entre continuar nessa situação ou arriscar o futuro de sua família.

    Em entrevista ao AdoroCinema, Alexandre Moratto revelou que maior desafio de 7 Prisioneiros foi a maneira para retratar e falar sobre escravidão, pois se trata de um assunto complicado e real – mas ainda bastante escondido em nossa sociedade atual. Por isso, o roteiro de Moratto e Thayná Mantesso investiga as formas de exploração contemporâneas, como é o caso do trabalho análogo à escravidão.

    Entramos em contato com Mateus, um jovem pobre da zona rural do Brasil que recebe a oportunidade de trabalhar em um ferro-velho em São Paulo, com a chance de poder sustentar sua mãe e irmãs. Querendo mudar de vida, ele e um pequeno grupo de adolescentes em condições econômicas desfavoráveis vão para a cidade grande, mas quando chegam no lugar, se deparam com o pesadelo do tráfico humano e escravidão moderna. Logo de cara, um dos maiores acertos da produção é a escolha da ambientação da história no ferro-velho, um ambiente claustrofóbico onde progressivamente sentimos na pele a sensação de aprisionamento – por isso o título do filme – e exploração sofrida por esses personagens principais.

    Por causa da temática, a narrativa é naturalmente deconfortável. Ela foge do lugar-comum ao conseguir passar ao público as complexidades sobre o assunto, sem cair no manequísmo barato e com uma visão incisiva sobre essas questões sociais. Para isso, Alexandre Moratto mostra como essas pessoas vão sendo escravizadas e ficando sem escapatória ao precisaram pagar suas dívidas, principalmente com um olhar crítico ao sistema capitalista e mostrando como o personagem Luca faz parte de um mecanismo ainda maior e mais poderoso que ele. Na busca pelo lucro, o Estado não se importa com a qualidade de vida das pessoas, então os trabalhadores passam por situações predatórias para conseguir suprir suas necessidades mais básicas. 7 Prisioneiros foca, justamente, no colapso do estado mental dos personagens adolescentes quando descobrem que são apenas uma propriedade, parte de uma engrenagem de mercado.

    Christian Malheiros, de Sintonia na Netflix, iniciou sua carreira como ator trabalhando para Alexandre Moratto como o protagonista de Sócrates, e brilha em 7 Prisioneiros como Mateus. Ele é o personagem do grupo com as maiores aspirações para sua vida e tenta lutar por justiça e liberdade em nome de seus amigos aprisionados. Passando por reviravoltas importantes na trama, ele aos poucos se choca cada vez mais com o sistema que lucra com o tráfico humano e percebe que não existe uma saída para realidade.

    Escancarando a crueldade do tema, Rodrigo Santoro aparece assustador como Luca. Santoro é um dos atores brasileros com maior reconhecimento no mundo todo e participou de produções como Bicho de Sete Cabeças, Carandiru, 300 e Ben-Hur. Seu personagem no filme é, sem dúvidas, o mais repugnante de toda sua carreira no cinema, pois se trata do comandante desumano do ferro-velho e também o intermediário de toda uma cadeia de exploração humana, então ele se destaca por sua relação de opressão com seus funcionários. Muitas vezes o filme cai na dualidade de mocinho ou vilão, mas acerta quando se aprofunda acima de tudo nos dilemas dos personagens.

    7 Prisioneiros consegue de maneira aterradora abrir a discussão sobre escravidão em nossa sociedade atual, além de levantar reflexões inquietantes no público sobre nossas proprias atitudes dentro de uma cultura consumista e incitar mudanças comportamentais para deixarmos de fazer parte desse esquema de exploração humana – até que um dia isso finalmente deixe de existir. Por isso, apesar da história ser situada no Brasil, o filme lida com temas universais e necerrários que podem provocar identificação e questionamentos em pessoas ao redor do mundo em busca de mudanças.

    7 Prisioneiros é desconfortável e chocante, empurrando o espectador para dentro do abismo da exploração humana e o trabalho análogo à escravidão. Exatamente por isso, é um filme mais atual e necessário do que nunca, pois apresenta discussões sociais urgentes  e denúncias sobre o sistema capitalista, que também são capazes de nos fazer refletir sobre o nosso papel dentro dessa cadeia predatória presente na sociedade contemporânea.

    (Fuente: Adorocinema.com)


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