“Nuestro objetivo final es nada menos que lograr la integración del cine latinoamericano. Así de simple, y así de desmesurado”.
Gabriel García Márquez
Presidente (1927-2014)

NOTICIA
  • Cena do Meu sangue e vermelho da cineasta Graciela Guarani


    Festival Internacional de Mujeres en el Cine destaca el cine indígena de Brasil

    A segunda edição do Festival Internacional de Mulheres no Cinema —FIM20 acaba de anunciar os filmes selecionados da Mostra Competitiva Nacional, que neste ano acorre em formato online de 10 a 17 de novembro. Entre os 57 títulos inscritos de 10 estados brasileiros, foram escolhidos sete longas de ficção e documentários, entre eles "Meu Sangue é Vermelho", de Graciela Guarani e Tiago Dezan.

    O documentário musical acompanha o jovem rapper indígena Werá. Ele tenta entender a violência contra seu povo em letras que expressam raiva e tristeza pelo genocídio tolerado pelo Estado e a falta de privilégios dos indígenas no Brasil. Ele é adotado pelo rapper Criolo e aconselhado por Sonia Guajajara, líder indígena.

    O filme foi eleito o Melhor Documentário do Milestone Worldwide Film Festival, de Battipaglia, Itália, e ganhou prêmios de Melhor Trilha Sonora Original no Festival Internacional de Cinema dos Cinco Continentes (Puerto la Cruz, Venezuela) no e Beyond the Curve International Film Festival (Paris, França).

    A diretora Graciela Guarani, pertencente à nação Guarani Kaiowá, é produtora cultural, comunicadora, curadora de cinema e formadora em audiovisual. Além de "Meu Sangue é Vermelho" (2019), ela dirigiu "Nossa Alma não Tem Cor" (2019).

    Uma das mulheres indígenas pioneiras em produções originais audiovisuais no cenário brasileiro, é formadora do curso Mulheres Indígenas e Novas Mídias Sociais —Da Invisibilidade ao Acesso aos Direitos pela ONU Mulheres Brasil. Graciela é também cineasta facilitadora na oficina de cinema Ocupar a Tela: Mulheres, Terra e Movimento, pelo IMS e Museu do Índio (2019) e participou como debatedora da mesa-redonda internacional de Mulheres na Mídia e no Cinema na 70ª Berlinale (2020).

    Mulheres no audiovisual
    Criado em 2018 com o intuito de valorizar a produção cinematográfica feita e protagonizada por mulheres do Brasil e do mundo, mirando a equidade de gênero e raça na indústria audiovisual brasileira e mundial, o FIM20 faz um tributo ao centenário de nascimento de Clarice Lispector, apresentando em sua abertura e encerramento filmes baseados em sua obra: "A Hora da Estrela", de Suzana Amaral, e o inédito "O Livro dos Prazeres", de Marcela Lordy.

    A curadoria é de Beth Sá Freire e Marcia Vaz. "São sete filmes pelo olhar de sete mulheres, que representam o rico e diverso panorama criativo do país e nos ajudam a compreender as complexidades deste universo chamado 'Brasil 2020'", diz Marcia.

    (Fuente: UOL.com.br)


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